O LEITOR E A LEIADVOGADO GONÇALO REGO |
O advogado Gonçalo Rego apresenta esta coluna como um serviço público para
responder a perguntas legais e fornecer informações de interesse geral. A
resolução própria de questões depende de muitos factores, incluindo variantes
factuais e estaduais. Por esta razão, a intenção desta coluna não é prestar
aconselhamento legal sobre assuntos específicos, mas sim proporcionar uma
visão geral sobre questões legais e jurídicas de interesse público. Se tiver
alguma pergunta sobre questões legais e jurídicas que gostaria de ver
esclarecida nesta coluna, escreva para Potuguese Times O Leitor e Lei
P.O. Box 61288, New Bedford, MA 02740-0288, ou telefone para (508) 678-3400
e fale, em português, com o advogado Gonçalo Rego.
P. — Escrevo-lhe em nome do meu marido, que há cinco semanas sofreu
ferimentos no local de trabalho. A minha pergunta é se efetivamente a cobertura
do
seu seguro de saúde pode ser cancelada pela entidade patronal.
R. — A resposta à sua pergunta depende se o seu marido é membro do
sindicato. Se ele for membro então terá de rever o contrato executado entre o
sindicato e o seu patrão e verificar se existe alguma referência a cobertura de
seguro de saúde enquanto um indivíduo está a receber benefícios de compensação
ao trabalhador. Normalmente, o contrato controla esta situação. Se não há
sindicato então a entidade patronal tem o direito de cancelar o seguro de
saúde durante um razoável período de tempo. Por acaso tenho constatado
situações em que as entidades patronais cancelam o seguro 30 dias depois de o
trabalhador estar ausente do trabalho devido a ferimentos. Se de facto a
entidade
patronal cancelar o seguro, o trabalhador precisa de ser avisado por escrito
sobre os seus direitos sob a lei federal “Cobra”.

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