Rhode Island

AUGUSTO PESSOA (Correspondente)
Delegado em Rhode Island
Tel. (401) 728-4991

 

Relembrado o 25 d’abril
Bandeira da portugalidade foi hasteada em Pawtucket, East Providence e
Lowell relembrando a Revolução dos Cravos


Atenção companhia... 1.ª companhia... Firme.... Op.... Ombro... Armas...
Apresentar armas.. (e a bandeira subia). Dá-me licença meu capitão... mande
descansar...  des.. cansar.
Quantas vezes se ouviu esta voz ao içar e arrear da bandeira, nos quartéis
do Continente Português, dos Açores, da Madeira de Angola, Moçambique e
Guiné. Quem diria que a muitas milhas de distância, mais propriamente na cidade
de Lowell, estado  de Massachusetts, se ouvia a voz de comando ao içar da
bandeira portuguesa numa terra que até isto permite e onde se celebra o 25 de
Abril, que passou à história como a revolução dos cravos.
Cravos que foram regados com palestras e programas televisivos em que
alguns dos intervientes até ainda nem eram nascidos e se expressavam sobre o
acontecimento que marcou Portugal.
Mas se Lowell organizou-se em grupo de veteranos, onde se ergueu monumento
nos terrenos do Portuguese American Center (“clube dos azuis”)
Em Pawtucket, o Centro Comunitário Amigos da Terceira teve procedimento
semelhante  honrando os feitos dos homens de armas, também com um monumento aos
combatentes de todas as guerras.
São estas presenças que dignificam e enaltecem uma comunidade, que se
integrou, sem esquecer passagens da terra de origem que teimam em preservar.
Mas o que aqui está em causa é que o grupo de veteranos de Lowell onde é
bem evidente o peso das primaveras envergou a farda que desfilaria entre o
Portuguese American Center (“Clube dos Azuis”) e o Portuguese American Civic
League (“Clube dos Vermelhos”) se a chuva, não o tivesse impedido.
Mas houve missa em Lowell e palestras em Pawtucket, Amigos da Terceira e
East Providence, Casa dos Açores. 
Uma portugalidade que se não for esta reportagem, tal como as que aqui
surgem constantemente, seria mais um feito realizado e esquecido numa qualquer
cidade de MA ou RI. Mas como se teimou e vamos continuar a ateimar para que
nada disto se deite em saco roto estivemos n as cerimónia do 25 de Abril no
seio da ativa comunidade ali radicada por estas paragens.
Ali por Pawtucket, Os Amigos da Terceira pela mão de Victor Santos
sublinhou as várias componentes da revolução com a opereta Cravos D’Abril, que se
passeou pelos palcos da Nova Inglaterra, Canadá e Califórnia.
Não foi senha de revolução, mas foi senha do poder de iniciativa das nossas
gentes e neste caso especifico de Victor Santos, que nunca vestiu uma
farda, nem pegou numa G3, mas que trouxe a palco, estas passagens, juntamente com
a componente musical, pois que o 25 de abril não foi lágrimas, mas alegrias
da transformação em Portugal. 

 


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