Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra dão vida ao Kennedy Park com montagem do pavilhão Açores

 

 

 

O Kennedy Park em Fall River, com a montagem do pavilhão dos Açores, que pelo segundo ano conse­cutivo vai ser o centro dos visitantes na edição de 2017 das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova In­glaterra, começou a erguer-se.

Aos poucos o Kennedy Park vai-se preparando para receber mais um mar de gente que anualmente participa nas atividades das Grandes Festas.

As estruturas do pavilhão que vai receber uma amos­tra dos produtos dos Açores, começaram a erguer-se desde a passada segunda-feira, despertando a curio­sidade de quem passa pelas ruas que circundam aquele espaço verde, onde dentro de dias se ergue a coroa e o império.

Duarte Nuno Carreiro, acompanhado pelo vice-presidente Luís Carreiro acompanhavam as opera­ções, num ritual anual, para receber os milhares de pes­soas que convergem a Fall River, disse ao PT: “Atin­giu-se um patamar de qua­lidade que não se pode descuidar. Somos grandes. Somos as maiores festas portuguesas nos EUA. E como tal sabemos das responsabilidades que esta posição implica. Somos uma aposta na qualidade. Somos uma aposta na con­tinuidade. Somos uma apos­ta nas entidades que nos visitam sem descurar os representantes locais. Somos grandes. Mas sabe­mos encarar tal responsa­bilidade. As estruturas que se levantam para aguentar o pavilhão são tão sólidas como o são os alicerces das Grandes Festas. Não pre­cisamos de estabelecer comparações.

As Grandes Festas são únicas, numa simbiose do religioso e popular”.

Fall River, vai ser a meca dos portugueses uma vez mais.

A grande aposta de Heitor Sousa, não é ganha uma vez. É ganha em cada ano que a coroa se ergue ao lado do império no Kennedy Park. O homem sonhou. A obra apareceu. E o sucesso repete-se anualmente.

“Depois da montagem do pavilhão segue-se o levantar das restantes estruturas. É o palco. A cozinha. Pavilhão da comida. Sim, porque é preciso alimentar toda aquela gente. São as sopas do Espírito Santo. O Terço.

O cortejo etnográfico do Bodo de Leite. A missa de coroação na catedral. A procissão. O desfile de artistas. E está tudo apostes a arrancar”, diz-nos o presidente da comissão organizadora das Grandes Festas.

Duarte Carreiro está no segundo ano e último da sua administração: “Fiz o me­lhor do meu saber e rodeado por gente que sabe do ofício. Temos o caminho aberto para o sucessor. Não é um projeto que se possa encarar de ânimo leve. Mas é possível de concretizar. É preciso dedicação, deter­minação, saber ouvir, saber decidir, saber colocar nas locais chaves os grandes obreiros que nos rodeiam. E com tudo isto reunido o sucesso não é possível. É certo”, concluiu nesta edição Duarte Nuno, que iremos ouvir em todas as edições até ao encerra­mento das festas.

 

 

• Fotos e texto de Augusto Pessoa