Administração Trump planeia restringir entrada de imigrantes por causa do coronavírus

 


O coronavírus provocou mudanças radicais no sistema de imigração dos EUA, desde a suspensão de voos da Europa ao adiamento dos  procedimentos de imigração, da moratória das prisões de imigrantes ilegais e finalmente o encerramento parcial da fronteira com o Canadá.
A administração Trump aproveitou a emergência para impor a sua agenda política destinada a conter a imigração, legal e ilegal.
O presidente comentou que os planos para tentar evitar o coronavírus incluem proibir a entrada de estrangeiros.
Estas são algumas das alterações que o coronavírus gerou na questão da imigração:
Em 13 de março, o presidente anunciou a suspensão de voos da Europa por 30 dias como medida contra o coronavírus. As viagens da China e do Irão já eram restritas desde o início do ano.
Na mesma data, o ICE suspendeu as visitas sociais em todas as suas prisões devido ao coronavírus
Em 17 de março, o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) anunciou o encerramento de todos os seus gabinetes e a suspensão dos processos, incluindo todas as entrevistas e cerimónias de naturalização pelo menos até 1 de abril.
Em 18 de março, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) informou que não realizará operações nas proximidades de hospitais, clínicas, pronto-socorros e outros serviços de saúde, para que imigrantes indocumentados possam tratar-se sem medo de serem detidos.
O Departamento de Justiça fechou uma dúzia de tribunais de imigração em que as audiências foram adiadas e terão que ser remarcadas a partir de 10 de abril. 
Em 19 de março, o governo interrompeu os processos de admissão de refugiados depois da Organização Internacional para as Migrações e a Agência das Nações Unidas para Refugiados anunciarem a suspensão das viagens internacionais de reassentamento devido ao risco de propagação de coronavírus. A medida durará pelo menos até 6 de abril.
O ICE suspendeu os voos de deportação para Itália, China e Coreia do Sul, enquanto a Guatemala anunciou o fecho das suas fronteiras devido à pandemia, para não receber deportados dos EUA, como vinha fazendo.