Que tal Bloomberg candidato democrata à Casa Branca e Hillary Clinton a vice-presidente?

 

 

A corrida dos candidatos democratas à Casa Branca começa a definir-se. Deval Patrick, antigo governador de Massachusetts, desistiu e Joe Biden, que foi vice-presidente de Barack Obama, também está perto disso depois de ter sido 4º nas primárias de Iowa e 5º em New Hampshire. 
Enquanto isso, Michael Bloomberg, ex-mayor republicano de New York e que agora é candidato presidencial democrata, começa a surgir nas sondagens como a melhor chance de derrotar Donald Trump nas eleições de novembro embora tenha entrado tarde na corrida e tenha estado distanciado dos debates e das primárias. 
Uma vez que os republicanos dizem que Trump, o primeiro multimilionário a tornar-se presidente dos EUA, é que tem condições para estar na Casa Branca porque tem uma fortuna de 3,1 biliões de dólares, sendo assim Bloomberg será muito melhor visto ter 61,8 biliões, segundo a revista Forbes.  
E ao contrário de Trump, que herdou do pai 400 milhões de dólares, Bloomberg, que nasceu em Brighton, Massachusetts, em 1942, é que ganhou o seu dinheiro ao fundar a Agência Bloomberg, que o converteu na 12ª maior fortuna dos EUA. 
Ao contrário de Trump, que não tinha qualquer experiência política quando chegou à Casa Branca, Bloomberg serviu três mandatos como mayor de New York (2002/2013) e, entre outras iniciativas, em 2003 conseguiu por exemplo convencer o conselho municipal a proibir o fumo nos bares, restaurantes e locais de trabalho.  
Bloomberg está a preparar a campanha em Massachusetts, que será dirigida pelo ex-comissário de polícia de Boston Ed Davis. Conheceram-se quando Bloomberg era mayor e juntou-se a Tom Menino, mayor de Boston, numa campanha contra armas ilegais.
Foram abertos escritórios em Fall River, Lowell, Quincy, Springfield, Brookline e Malden. Em Fall River, o escritório é no edifício Herald News, 207 Pocasset Street, vago desde que o jornal se mudou para New Bedford. 
Esta semana surgiu a notícia de que Bloomberg poderia convidar Hillary Clinton para sua vice-presidente. Hillary não disse nem que sim nem que não, mas quem a conhece diz que ela teria interesse em fazer parte do futuro governo de Bloomberg e sobretudo em ser secretária da Justiça para acertar contas com Donald Trump.

 

• Eurico Mendes