SATA regressa ao convívio da comunidade


“Abrimos os escritórios em Fall River e New Bedford desde o passado dia 12 de abril”
- Duarte Nuno Carreiro, administrador da SATA nos EUA

 

Aos poucos vai-se respirando um pouco mais de liberdade de ação, sob medidas restritivas. Há esperança num futuro mais risonho, que se espera em breve. E no campo das viagens aéreas ao gradual encontro da realidade. Aumenta a percentagem da população já vacinada. E embora sob um regime de precaução voltam-se a abrir as portas à comunidade.
“Houve o período de confinamento. Houve o período em que tivemos de trabalhar de casa. Houve a abertura do regresso ao escritório. E por imposição governamental, novamente o regresso a trabalhar de casa. Agora com o número de pessos vacinadas, com uma maior abertura, principalmente aqui pela Nova Inglaterra, abrimos os escritórios desde a passada segunda-feira abril 12, 2021 em Fall River e New Bedford. Convém referir que o facto de termos estado a trabalhar de casa, não era só para nossa segurança, como do próprio passageiro. Temos de ter em conta que o passageiro ao vir ao escritório encontrava-se com outras pessoas, o que na altura não era nada aconselhável. Sendo assim o contacto a partir de casa, quer o passageiro, quer o funcionário estavam mais protegidos”, sublinhou ao PT, Duarte Nuno Carreiro, a cara da SATA nos EUA, que acrescenta:
“Cá estamos no nosso horário habitual das 8:30 às 5:00 da tarde.
A partir de agora temos dois voos semanais Boston/Ponta Delgada. Um voo para Cabo Verde. Alertamos para o facto do passageiro para Cabo Verde que usualmente leva nuita bagagem, tem que efetuar reserva para a mesma. Possivelmente a partir de maio vamos ter dois voos para Cabo Verde. Com o aumento da frequência dos voos já podemos oferecer mais disponibilidade de lugares assim como de bagagem. Podemos informar que o “check-in” passará a uma hora mais cedo para as 5:15 da tarde. Isto tem por finalidade não originar atraso no voo”.
Mas as normas em efeito para uma maior proteção da saúde mantêm-se em vigor.
“Dentro da política de segurança no âmbito da saúde, o passageiro terá de fazer o teste ao Covid 19, um período de 72 horas antes do voo. Mesmo que o passageiro já esteja vacinado. Quem vai para Cabo Verde também tem de fazer o teste, o qual é aceite no aeroporto de Boston e no aeroporto em Cabo Verde. 
Quero acrescentar que não é a SATA que faz estas leis. Estas imposições são de teor governamental. Convém ter em conta que estamos em tempo de pandemia do Covid-19 e como tal vigoram leis governamentais que têm de ser cumpridas pelos passageiros. Um passageiro com passaporte português, no momento atual, não pode entrar nos EUA”, reafirma Duarte Carreiro.
Os cuidados de saúde são iniciados à entrada no avião.
“Quando o passageiro entra no avião está sempre uma assistente com um produto desinfetante. Se bem que venha facilitar a situação, mas sendo uma prática já em execução é que o ar do avião é constantemente renovado. O que acontece de 3 em 3 minutos. 
No respeitante à máscara o seu uso é obrigatório durante o voo. Todos foram obrigados a fazer teste. O ar é renovado constantemente. O distanciamento dentro do avião está assegurado. 
Numa maior segurança, a refeição não será servida em tabuleiro, mas sim num saco, que contém a refeição. Quando acaba, o pessoal de serviço recolhe o saco”, salienta Duarte Carreiro, que adianta:
“No referente à entrada em Ponta Delgada se o resultado do teste estiver registado numa aplicação no telemóvel este é apresentado à chegada e é autorizada a entrada. Se não tiver, o passageiro será sujeito a uma série de perguntas. 
Antes de voar aconselhamos o passageiro a fazer todas as perguntas ao seu agente de viagens ou na SATA e vai ser muito mais fácil o seu voo. O que a SATA quer é que a pandemia passe rápido e que as pessoas voltem a viajar quando o desejarem. 
Convém ter sempre bem presente que, se for viajar para os Açores tem de fazer o teste na América. Quando vier para a América tem de fazer o teste nos Açores”.
O passageiro terá obrigatoriamente de satisfazer todas as restrições em vigor.  
Podemos acrescentar que a SATA está num plano de reestruturação que também passa pela América. O plano será submetido à Comunidade Europeia para aprovação.
“A SATA teve um período que foi impedida de voar. Como a maioria das companhias de aviação que não podiam trazer turismo para os Estados Unidos. Assim como a SATA não podia levar turismo para Portugal. Foi um período bastante complicado em que as pessoas foram impedidas de se deslocar aos Açores, para as festas do Espírito Santo e Senhor Santo Cristo dos Milagres, que entretanto, também haviam sido canceladas. Foram facilitados “vouchers” aos passageiros com reservas para uso este ano ou para o ano. Enquanto que outros se procedeu ao reembolso. A SATA já tem aqui nos EUA uma presença de 30 anos, operação iniciada com voos “charter” e tem-se mantido continuamente neste mercado”.
Agora que disponilizamos não só a abertura, como as medidas de segurança em vigor ficou para trás um período que esperamos seja do passado.
“Devido à quantidade de passageiros tornou-se difícil responder a todos eles com a brevidade desejada. As linhas telefónicas deixaram de ter capacidade para a desejada resposta, mas que calmamente se foi conseguindo para descanso do passageiro. 
Devido à situação e para proteção dos funcinários, entrou-se num período em que se optou por trabalhar a partir de casa. Acontecia que as pessoas queriam saber qual era a situação, por vezes não conseguiam falar connosco e ficavam nervosas. Julgavam que eramos nós que não queriamos atender. Era a quantidade das chamadas cuja resposta imediata era praticamente impossível. Mas acabou em que 100 po cento dos passageiros acabaram por ficar satisfeitos com a nossa capacidade de resposta. Há sempre quem não fique satisfeito, por não se poder satisfazer todas as exigências por vezes mais do que seria razoável”, diz-nos Carreiro.
As situações foram de diverso teor, mas gradualmente foram normalizando.
“As pessoas praticamente fechadas em casa, com os nervos à flor da pele reagiam de forma inesperada, mas acabavam por admitir que não era possível cumprir com todas as exigências”, conclui Duarte Carreiro.

 

• Fotos e texto de Augusto Pessoa