Divulgação da plataforma “Açorianos no Mundo” em Pawtucket


“É uma plataforma online que vai permitir a todos os açorianos uma maior proximidade com o arquipélago dos Açores”

- Paulo Teves, diretor regional das Comunidades do Governo Regional dos Açores

 

Paulo Teves, diretor regional das Comunidades do Governo Regional dos Açores esteve de visita aos EUA para a apresentação de uma plataforma online que vai permitir a todos os açorianos uma maior proximidade com o arquipélago dos Açores.
“O projeto da plataforma “Açorianos no Mundo” tem como principal finalidade reunir o povo açoriano que está espalhado pelo mundo. Ou seja, os que nasceram nos Açores ou são descendentes de açorianos. Os que viveram nos Açores um período mínimo de 5 anos. Mesmo os que vivem em união de facto com uma das pessoas que acabei de citar. Todos esses açorianos serão devidamente informados a registarem-se com a finalidade de participar no processo eleitoral para a escolha dos representantes que integrarão o Conselho da Diáspora Açoriana. 
Todo o processo de registo, candidatura, processo eleitoral, será feito através da plataforma”.

Mas terá que haver a identificação da relação aos Açores.
“Todo o indivíduo nascido nos Açores terá uma certidão, como prova do seu nascimento. Ou descendente de alguém que nasceu nos Açores. Uma pessoa ao registar-se terá de apresentar duas formas de identificação. Neste caso dos EUA um documento comprovativo da sua residência nos Estados Unidos. Depois tem que atestar a sua ligação aos Açores. Pode ser através do passaporte. Se nasceu nos Açores pode apresentar um documento comprovativo.  
Já temos inscritos com a quinta, sexta e sétima geração que percorrem toda a sua árvore genealógica até encontarem as suas raízes”, sublinha Paulo Teves.

Mas será que todo este trabalho tem sido recetivo aos açorianos espalhados pelo mundo...
“Com este movimento de projeção do site têm aparecido açorianos que nós desconheciamos totalmente. 
Já apareceram registos da Polónia, Áustria, Costa do Marfim, Austrália. Para não falar, dos Estados Unidos, Canadá, Bermuda.
Através das novas tecnologias estamos a chegar a locais, que pelos meios tradicionais não seria possível”.

Sobre o Conselho da Diáspora Açoriana, Paulo Teves foi explícito:
“Tudo será efetuado pelo voto eletrónico. Não haverá mesa de voto. Estamos neste momento a construir os cadernos eleitorais. 
De telemóvel do computador, pode exercer o direito de voto. 
Os eleitos que por Rhode Island optarem por participar no projeto serão representados por um conselheiro. Todos serão convidados a participar no projeto de desenvolvimento dos Açores. Vamos ter a presença de conselheiros dos Estados Unidos, Brasil, Canadá e de todas as partes do mundo. Vamos aguardar a partilha de experiências com vista ao desenvolvimento do projeto Açores. 
Dos Estados Unidos serão 5 conselheiros, 1 de Rhode Island, 1 de Massachusetts, 1 da Califórnia e 2 dos restantes estados.
Sendo uma experiência nova, curiosamente Rhode Island foi o primeiro estado nos EUA, a ouvir falar da nova plataforma”.
E Paulo Teves prossegue num itinerário de projeção da plataforma.

“Passando por Rhode Island, depois Massachusetts, lá para quarta-feira, Califórnia. Tudo se desenrola com grande otimismo. 
Vamos aguardar a boa recitividade da comunidade açoriana, radicada pelo mundo”, concluiu Paulo Teves, que seguiu imediatamente para a Casa dos Açores da Nova Inglaterra, em Fall River, e ontem, terça-feira, procedeu à inauguração da exposição fotográfica na UMass Lowell “Seeing the Archipelago: A Student Exhibition of Photographs of the Azores Islands”.

 

• Fotos e texto de Augusto Pessoa