“Make Portuguese Count” no Census 2020

 

 

Portugueses Times apresenta esta semana o seguimento da campanha de promoção elucidativa e informativa, tendente a despertar junto da comunidade portuguesa residente nos EUA o interesse em colocar a palavra “Portuguese” no Census 2020.
Poderiamos ter limitado a informação aos anúncios publicitários, mas aliado a isto optámos por publicar entrevistas, que ilustrem com palavras sabedoras, o interesse em mostrar quantos somos. 
Não é por acaso a preferência dada ao Portuguese Times. É sim pela sua integração na comunidade portuguesa. 
Basta ver os conteúdos semanais, direcionados ao nosso grupo étnico. Únicos e informativos.
Até lhe podem chamar de folclorismo. Mas não é mais do que a nossa comunidade a expressar-se como sabe e como gosta.
E se esta campanha “Make Portuguese Count”, for ganha, como temos a certeza que vai, vamos ver o folclorismo substituído pela palavra portuguesismo, na apresentação de projetos para captação de fundos. Para mais e pormenorizada informação ouvimos João Luís Pacheco, Conselheiro das Comunidades e capitão para a campanha “Make Portuguese Count”.

PT - Make Portuguese Count no 2020 Census....
João Pacheco - Esta entrevista é a segunda de uma série de seis artigos àcerca do Census de 2020 nos EUA e a sua grande importância para a comunidade portuguesa. 

PT - U.S. Census começa em 12 de Março...
João Pacheco - Começando em 12 de Março, todo o proprietário de casa nos Estados Unidos recebe uma carta convidando a completar o Census 2020 online.
O Census 2020 é administrado pelo Governo Federal dos Estados Unidos. A Constituição dos EUA manda que toda a pessoa nos Estados Unidos deverá ser contado todos os 10 anos. É lei que este procedimento tenha lugar todos os 10 anos o que vem sucedendo desde 1790. 
Toda a pessoa residente nos EUA desde o dia 1 de Abril, quer seja cidadão, residente permanente ou indocumentado, terá de completar o questionário do Census onde reside.

PT - Porque é que o Censo é importante para a comunidade portuguesa?
- Os portugueses estão bem integrados na sociedade americana há mais de um século. Durante sucessivas ondas de imigração temos trabalhado afincadamente educando os filhos em ramos profissionais, como educação, advocacia, empresarial e medicina. Temos sido americanos patrióticos, tornando-nos cidadão americanos, votando e mesmo servindo em lugares públicos para os quais temos sido eleitos. 
Nesta altura, nunca foi tão importante saber, quantos somos e onde vivemos. O português tradicional radicou-se nos Estados Unidos junto dos oceanos - Oceano Atlântico na Nova Inglaterra, New York e New Jersey. No Pacífico, Califórnia e Hawai. Com o passar dos tempos os portugueses mais idosos passam a reforma nos climas quentes da Flórida e Arizona e os filhos e netos, vão-se localizando nos estados onde encontram melhores oportunidades de vida”.

Nota: “É muito importante para a nossa comunidade, porque o Governo Federal distribui 675 milhões de dólares anualmente para as escolas, hospitais, estradas e outros programas. Os portugueses residem em todos os estados, como por exemplo, 67 mil na Flórida, 32 mil no Texas, 16 mil no Arizona, 15 mil Norte Carolina. Quantos mais preencherem o formulário do Censo mais benefícios iremos receber”.

PT Qual é perigo dos Portugueses não serem contados no Census 2020
João Pacheco - Os Portugueses não recebem uma contagem completa no U.S. Census nos últimos 20 anos. 
De facto no Census de 2010 não havia pergunta relacionada com etnia e todo aquele que queria ser contado como Português, precisava de escrever Português “Some other race”. Estes acabavam por ser contados como “Brancos”. Como os Portugueses não dispunham de número de código, acabavam por ser contados com um total de Zero. Os Portugueses foram contados Zero em 2010. Os Portugueses têm agora um número de código em 2020 e serão contados como PORTUGUESES.

Nota:
Se não preenchermos o formulário evidentemente não contamos e a nossa comunidade será esquecida das estatísticas dos grupos étnicos.
Sem a devida informação de quantos somos e onde residimos, não podemos ter voz para defender os nossos direitos como por exemplo:
1- Manter as aulas de ensino da língua portuguesa nas nossas escolas públicas.
2- Apoio financeiro para serviços sociais e investigações de saúde para a nossa comunidade.
3- A nossa voz política para eleições dos nossos representantes.

Nota: 
Temos como exemplo a Dr. Helena Santos-Martins, em Cambridge, que não consegue o estudo científico das doenças, tais como cancro, diabetes, e doenças do coração, porque não tem número de portugueses no registo de dados. 
Os políticos eleitos querem saber quantos portugueses vivem nos seus distritos porque têm conhecimento que nós votamos 20 por cento superior à média nacional. Quando lutamos para manter o ensino de Português nas escolas públicas, a comissão escolar necessita de saber quantos falantes de portugueses vivem no distrito local”.

PALCUS, The Portuguese-American Leadership Council of The United States, está a encorajar todos os residentes de Portugueses para escrever a palavra “PORTUGUESE” na pergunta, on the Race/Origin do Census 2020. 
 
Capitães em Rhode Island e Massachusets prontos a dar informação:
Rhode Island
João Pacheco, Conselheiro das Comunidades
Leonel Teixeira, Conselheiro da Diáspora Madeirense.
Ana Isabel dos Reis-Couto, Presidente do Dia de Portugal/RI 2020
António A. Teixeira, Town Administrator, Little Compton.
Marie Fraley, PALCUS National Census Director.

Massachusetts
Odete Amarelo, professora de Português, Bristol Community College
Maria Tomásia, New Bedford Board of Election (Ret).
Anthony Pio, Manager of Fraternal Services, Luso-American Financial-East). Olívia Melo, Executive Director, New Bedford Public Libraries. Liliana de Sousa, Provincetown Portuguese Festival. Estrela Paulino, Hudson Portuguese Club. David Romano,Peabody Portuguese American Organization
 

 

• Entrevista de Augusto Pessoa • Fotos cedidas