Julgamento de Carlos Rafael começa em janeiro

 

O julgamento de Carlos Rafael, magnata da pesca comercial em Massa­chu­setts conhecido como “The Codfather”,  foi agendada para janeiro.

Rafael, 64 anos, de Dartmouth, que possui uma das maiores operações de pesca comercial do país, entrenta 27 acusações fe­derais, incluindo conspira­ção, falsas declarações de capturas e contrabando de dinheiro para Portugal através do Aeroporto In­ternacional de Logan e com ajuda de um cúmplice.

O julgamento do empre­sário e do alegado cúm­plice, António M. Freitas, de Taunton, está previsto para começar em janeiro próximo, quase um ano depois das autoridades federais terem feito uma busca na empresa de Rafael na zona portuária de New Bedford. O juiz William G. Young, do Tribunal Dis­trital Federal de Boston, anunciou dia 22 de junho que o início do julgamento está agendado para 9 de janeiro de 2017 e a con­ferência pré-julgamento para 12 de dezembro.

Rafael, 64 anos, é dono de uma das maiores em­presas de pesca do país, com uma frota de mais de 40 embarcações baseadas em New Bedford. É responsável por quase um quinto da frota local e as suas licenças de pesca permitem operações no montante de menos 80 milhões de dólares. Os barcos do empresário, que é natural da ilha açoriana do Corvo, têm as suas iniciais pintadas a verdade e bege na proa da embar­cação.

Freitas, 46 anos, que é vice-xerife no gabinete do xerife do Condado de Bris­tol,  enfrenta duas acusa­ções federais, uma de contrabando de dinheiro e outra de estruturação inter­nacional.

Os promotores alegam que Rafael vendia ilegal­mente o peixe capturado a um comprador por atacado na cidade de New York, em troca de dezenas de milhares de dólares, parte dos quais eram contra­bandeados para Portugal.

O promotor assistente Andrew E. Lelling, que liderou a acusação até agora, pediu ao juiz que o julgamento começasse depois de 01 de março de 2017, mas Young consi­derou “um tempo dema­siado longo” e sugeriu 9 de janeiro. Rafael é represen­tado pelo advogado Wil­liam H. Kettlewell, de Boston. Freitas está repre­sentado pelo advogado Daniel W. Cronin,  no­meado pelo tribunal.

Rafael foi preso a 26 de fevereiro, quando as auto­ridades federais invadiram os escritórios da Carlos Seafood na zona portuária de New Bedford. Foi libertado dia 02 de março, sendo obrigado a usar uma pulseira de monitoramento e recolher noturno em sua casa Dartmouth.

Está afiançado em 2 milhões de dólares, tendo dado como garantia a sua casa na Tucker Lane, em North Dartmouth, o prédio da  Carlos Seafood, na South Front Street, e um dos seus barcos de pesca, o Dinah Jane, juntamente com a respetiva licença de pesca. Os promotores ale­gam que Freitas usou o seu esta­tuto especial como mem­bro do Departamento de Segurança do Homeland Task Force, que lhe dava acesso a  áreas restritas do Lo­gan, para facilitar o contrabando de dinheiro. Freitas permanece em liberdade sob fiança de $10.000.