Arco de identificação das Grandes Festas erguido no Kennedy Park em Fall River

 

O arco de identificação das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova In­glaterra foi erguido no Ken­nedy Park em Fall River.

Tem por finalidade uma identificação mais real da maior manifestação sócio-cultural da comunidade lusa radicada fora de Portugal.

“Este projeto já era para ser concretizado em 2014, no entanto tivemos de ultra­passar as obrigatoriedades, burocráticas e técnicas e a edição de 2015 das Grandes Festas têm finalmente o seu dístico de identificação”, disse ao PT o presidente Joe Silva, em pleno Kennedy Park, na manhã do passado sábado, quando nos relvados daquele parque se começavam a levantar pavilhões de apoio às festas.

“Mas estas grandes iniciativas só são possíveis graças a boas vontades e grandes apoios, tal como foi o caso de Horácio Tavares, da Horacio’s Welding, de New Bedford, na constru­ção do arco de identifi­cação”, sublinhou Joe Silva, que tem merecido o apoio de marcas e firmas e que aqui encontra a forma mais abrangente de agradecer. 

“Deste modo, para quem se desloca na Main Street, em Fall River, e que são aos milhares, se não sabiam ficam a saber que o Ken­nedy Park vai ser local da realização das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra, desde quarta-feira a domingo”, prossegue Joe Silva, que passa à história das Grandes Festas com grandes reali­zações, as maiores dos últi­mos anos, que vêm enri­quecer esta manifestação sócio-cultural que já correu mundo, graças ao suple­mento publicado pelo Portu­guese Times, onde se realçam, uma vez mais, as partes mais relevantes do passado das Grandes Festas e se sublinham as atuais, como forma de preservação e projeção.

Hoje, quarta-feira, 24 de junho, pelas 5:00, haverá recitação do Terço e pelas 6:00 as Sopas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, servidas pela primeira vez no Kennedy Park... Ao mesmo tempo é inaugurado o arco de iden­tificação. “O nome que assi­nala um grande feito dos portugueses ao dotar a diáspora de umas festas, que movimentam mais de 200 mil pessoas, é sem dú­vida um triunfo de suces­sivas comissões que de ano para ano conseguem trazer mais gente a Fall River”, continua Joe Silva, no meio de um mundo de madeiras, pregos, palcos. Ultimam-se preparativos. Ao bater das 5:00 hora de quarta-feira abre-se um novo capítulo das Grandes Festas e este recheado de novas ini­ciativas.

Entre carpinteiros, eletri­cistas, pintores, lá estavam da velha guarda, Clemente Anastácio, o homem do cortejo etnográfico do Bodo de Leite, José Moniz, que já passou pela presi­dência das Grandes Festas, mas não deixa anualmente de dar a sua ajuda, Timothy Santos, do grupo dos car­pinteiros e todos capita­neados pelo presidente Joe Silva.

“Estamos todos esperan­çados em que se São Pedro colaborar, se venha a registar a maior enchente comunitária de todos os tempos”, diz-nos Joe Silva, que está radiante como tudo tem corrido bem e que só espera se o sucesso vai rubricar o trabalho de um ano, que começa logo após o final da procissão.

Quem se senta a uma sombra na Columbia Street ou no Main Street,  trajeto do cortejo etnográfico do Bodo de Leite não pensa que o que está a ver e tanto gosta leva um ano a orga­nizar.

Clemente Anastácio telefona sempre que vê algo diferente no Portuguese Times. “Preciso do contato do responsável pelo bonito carro alegórico que saiu na primeira página do PT”. Informação dada e eis o carro a desfilar pelas ruas de Fall River.

Mas isto repete-se com os ranchos folclóricos e tudo o que o bom Clemente Anas­tácio acha capaz de mostrar os nossos costumes e tra­dições.

Por sua vez, Nuno Pi­mentel, mais um dos vete­ranos das Grandes Festas, também não tem a vida facilitada. As irmandades tardam a resposta. As bandas só confirmam já próximo do dia. A missa de coroação não é das com­ponentes mais fácil de organizar. Temos bispos, locais e visitantes, os convidados para o ofertório, as coroações.

A cozinha lá tem António Carvalho, a coordenar. São cerca de uma centena a trabalhar e milhares para servir. 

As senhoras das ma­lassadas gastam mais farinha que as festas dos clubes e igrejas durante o ano.

Tudo isto para que as festas se mantenham anualmente. Há cultura. Há devoção. Há tradição. Há fé. Há preservação. Há projeção. Há Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra.