O calor… Uma coisa que nos cria mas também nos mata!…

 


Calor, é a combustão,
Um fenómeno a causar
Num corpo a elevação
Da temperatura do ar!

O calor é mais ardente,
Na canícula, que é suposto
Ser a época mais quente
Entre Julho e Agosto,

O calor, em demasia,
Prejudica, até mata,
Mas, é ele que nos cria,
Faz falta na sua data.

Logo que o calor cresce,
Dá-nos logo um a outra lida,
De pronto, a terra florece,
Fica o mundo cheio de vida!…

Já chegou o verão quente,
Dum sol bem abrasador,
Que põe o corpo da gente
A destilar em suor!…

O calor é bem preciso,
No tempo bem temperado,
Faz do mundo um Paraíso,
Dá vida por todo o lado.

Tira da toca animais,
E entre a bicharada,
Vão se formando os casais,
Nova geração formada!

Os pássaros fazem sedus ninhos,
Macho e fémea, que beleza,
A tratarem dos filhinhos,
Exemplo p ’rá Natureza!

Numa azáfama constante
Cada qual a sua lida,
Da formiga ao elefante,
Todos lutam pela vida!

Todos mostram o seu labor,
Nesta bela temporada,
Com um exemplo de Amor,
Dado pela bicharada!

Apetece nos lembrar,
( Sem que me levem a mal ) 
Para o humano imitar
Este instinto animal!

Também os calores humanos,
Tem levado as nações
A guerras e tantos danos,
Tumultos, revoluções!

Anda o mundo em combustão,
Sem ninguém se entender,
É a raça, religião,
Ou luta pelo poder!…

Por vezes, também não presta,
Muito calor de Verão!
Queima muita floresta,
Quando forma a combustão!

Aqui na nossa Parvónia,
O calor já fez das suas,
Deu voltas à cachimónia,
A esta gente nas ruas!…

Algum, mais agoniado,
Quando o calor é em brasa,
De barómetro levantado,
Quer mesmo é fugir de casa!

Algumas mulheres, Deus meu,
Andam p’raí tão catitas,
Tapando o que Deus lhe deu,
Com dois dedinhos de fityas!

O homem, de tronco nu,
E cuequinha comprida,
Vermeljhop como um peru
Suado, crista caída!…

Barrigas avantajadas,
Sempre de gargantas secas,
Deixam cair as dobradas,
Na frente sobre as cuecas!

Também há muita catraia
Que perceber, não consigo,
Tapam as pernas com a saia,
Deixando à mostra o umbigo!

Na praia, lá volta e meia,
É de se bradar ao Céu.
Vê-las passar na areia,
Trazendo só o chapéu!

Alguma até “sem censura “
Olhando, ninguém a poupa,
Ao ver tamanha fartura,
Dentro de tão pouca roupa!

O homem novo, até pasma,
Vendo tão bela escultura.
E o velho, fica com asma,
Envolto em tal fartura!…

P.S.

Eu vou criticando, é certo,
Mas, o que acho mais graça,
É que fico d’olho aberto,
Quando alguma por mim passa!…

O homem, este animal,
À mulher, sempre se encosta,
Desdenhando, a dizer mal,
Sendo a coisa que mais gosta!…

Mulheres… podem bem crer,
Deixem lá gritar que grita,
O que é bom, é p’ra se ver,
( Só que Deus não acredita!…)  

Eu adoro ver a beleza,
Este porte belo e fino,
Que nos deu a Natureza,
Para o sexo feminino.

Deus deu-lhe aquele jeito,
Bondade e formosura,
Sempre impondo o respeito,
Cujo alguma não a segura!…


O homem, p’ ra este efeito,
Não sabe o que é respeito