O Mundo grita, reclama, mas... A Caravana passa!

 

 

Um dito de pouca graça,
Dum modo bem nauseabundo,
Mas, é isto o que se passa
Algures por este mundo!

Grita o mundo pela Paz,
Fazem-se reuniões,
Mas a Paz nunca se faz,
Não se entendem as nações!

Para o Povo distrair
E o deixar absorto,
Juntam-se p’ ra discutir,
O malogrado aborto!

Metem-se na vida alheia,
Para aí ao desbarato,
Quem o aborto planeia,
Já sabe, é assassinato!

Gritam contra a poluição,
Agora, até fazem troça,
Com a nova situação,
Vão fazendo vista grossa.

Pode o Povo  perceber
Estes atos incorretos,
C’ os grandes,  não vai mexer,
Mas, vai p’ rós filhos e netos!

Duma maneira atrevida
Para eles, não interessa,
Querem viver bem a vida, 
O resto, é só conversa!

O próximo, está esquecido,
Porque estes velhos mandões,
Só querem ser bem servidos,
Ser o dono das nações!

Ninguém se importa saber,
E têm a sua razão.
Quando o mal acontecer,
Eles, por aqui não estão!

Abrem olhos, mocidade!
É p’ ra vocês esta brasa,
Serão vocês, na verdade
Que têm de arrumar a casa!

Digam um Não à guerra,
Estas desgraças que ocorrem,
Para o Povo, o que encerra
São os que sofrem e que morrem!

Ponham fim ao terrorismo
E a todas as indecências.
Esta falta de civismo,
Que instiga às violências!

Guerra um  gasto profundo,
Que dava o suficiente
Para saciar no mundo
A fome de muita gente!

Também, o grande transtorno,
Do trabalho minguando,
O ascoroso suborno,
Cujo mundo está usando!

É grande a sofreguidão,
Que nos quita as esperanças,
Com contínua escravidão,
D’ homens, mulheres e crianças!

O mundo está poluído,
Continua a mesma troça,
Como um boato fingido,
Vão fazendo vista grossa!

Podem se ver os azares,
Dos degelos,  das enchentes
E a poluição dos mares,
Por todos lados patentes.

A esfera, envenenada,
Rios lagos e terrenos,
Mas, eles não ligam nada,
Cada vez se fala menos!

A água, não se concebe, 
Que era insípida e incolor,
Agora, quando se bebe,
Já traz um sabor e cor!

Energia renovável,
Hoje, tem outra opinião,
Dum modo admirável,
De novo volta ao carvão!

Toda a gente anda aflita,
Não há nada que se faça.
Grita o ,povo, grita, grita,
Mas a Caravana Passa!


Não vamos fazer censura,
Mas, sabemos que é loucura!

 

P.S.
A voz do Povo

Por mais que o povo faça,
Não nasce nada de novo,
Porque a Caravana passa,
Sem ouvir a voz do povo!

Hoje, com a voz muito rouca,
Gritam de toda a maneira,
 Vendo tanta coisa louca,
Que parece brincadeira.

De que maneira, Deus meu,
Quem é que está caduco,
O Governo enlouqueceu,
Ou o Povo está maluco!

Nem precisa analisar,
P’ ra qu’ alguém se convença,
Não deixam o povo pensar,
No qu’ o governo não pensa!

Aonde estão as promessas,
Que os levou ao pedestal,
Tudo é feito às avessas,
Tudo fora do normal!

Nenhum governo é capaz
De assumir o prometido.
Prometido, não se faz,
Com o tempo, é esquecido! 

Portanto, não gritem mais,
Só adquirem quezília,
Políticos todos iguais,
Todos a mesma família!

Há tanta palavra dita
Para apontar a trapaça,
Que o Povo grita grita,
Mas, a Caravana passa!

 

 

E eu penso, 
cá p’ ra mim,
Que isto sempre foi assim!