Senado aprova reforma fiscal que poderá afetar Medicare e Seguro Social

 

O Senado dos Estados Unidos aprovou na ma­drugada do dia 2 de de­zembro a reforma fiscal promovida pelo presidente Donald Trump, que re­presenta a maior redução de impostos nos últimos 30 anos (desde 1986 e então levada a cabo pelo pre­sidente Ronald Reagan), mas também um aumento significativo do défice orçamental.

A reforma tributária, de quase 1,5 trilião de dólares, foi aprovada, após cerca de 10 horas de debate e quatro de votação sobre emendas, com 51 votos a favor (todos os senadores republicanos) e 49 contra (todos os se­nadores democratas e um republicano, Bob Carter).

O projeto lei aloca a maior parte das suas isen­ções fiscais para empresas e pessoas de alto rendi­mento e oferece alívio fiscal mais modesto para todos os outros. Isso si­gnifica que as empresas terão uma redução nos seus impostos dos atuais 35% para 20%.

A aprovação da reforma fiscal é o primeiro triunfo legislativo de Trump após o fiasco retumbante que levou à falha na revogação do plano de saúde conhe­cido como Obamacare.

Os líderes republicanos no Senado devem agora conciliar o texto aprovado sábado com o dos seus colegas na Câmara dos Representantes, que têm a sua própria versão com algumas diferenças, antes que Trump possa promul­gar a sua tão esperada reforma tributária. A lei que sair do processo de ne­gociação deve ser subme­tida a votação nas duas câmaras.

A ambiciosa reforma fiscal promovida por Trump implica um au­mento no défice orça­mental de 1,5 trilião de dólares na próxima década, o que ele considera essen­cial revitalizar a atividade económica e acelerar o crescimento anual do país acima de 3%.

O eixo central da pro­posta republicana é uma redução de impostos para empresas de 35% a 20% que o Senado prevê para 2019 e a Câmara dos Representantes  pretende imediatamente.

Do mesmo modo, pro­põe-se também simplificar os montantes fiscais das receitas individuais, pas­sando dos atuais sete para quatro: 12%, 25%, 35% e 39,6%.

Embora o projeto de lei preveja cortes nos impostos para famílias e indivíduos, o Joint Tax Committee of Congress estima que apenas 44% dos ameri­canos verão uma redução anual de mais de $500.

Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu que não haveria cortes na Segurança Social, Me­dicare ou Medicaid, mas reverteu estas e outras promessas desde que assumiu o cargo e os democratas receiam que isso venha a acontecer devido aos cortes que, com a reforma fiscal, serão feitos nos programas sociais.