A centenária igreja de São Francisco Xavier comemorou os 42 anos de procissão com a presença de D. João Lavrador

Os 42 anos da procissão em honra de São Francisco Xavier, que aconteceram  no passado domingo, foram o virar de uma página histórica no seio da maior paróquia portuguesa de Rhode Island.

Recuando um pouco no historial da igreja de São Francisco Xavier vamos colocar a primeira procissão no ano de 1975, no seio de uma igreja centenáriam, cheia de vigor e vida religiosa.

E o mais curioso é que o responsável pela primeira procissão, John Correia, lá estava na passagem da 42ª edição da mesma. E desta vez com o apoio do senador Daniel da Ponte.

“Os 102 da igreja de São Francisco Xavier signi­ficam a existência de uma igreja vibrante, cheia de vida e pronta para mais 100”, começou por dizer o padre Scott Pontes, visi­velmente satisfeito, por ter honras de ser pastor da maior paróquia de Rhode Island da segunda igreja mais antiga em Rhode Island. E por ter tido a presidir às cerimónias o bispo de Angra, D. João Lavrador.

A primeira é a igreja de Nossa Senhora do Rosário em Providence, a mais antiga no seio da comuni­dade lusa dos EUA.

“Somos uma paróquia viva onde os paroquianos têm um prazer muito especial em apoiar a sua igreja. Não só pela tradição dos portugueses, profunda­mente religiosos  em torno das igrejas que fundaram, mas pelo apoio espiritual que daí recebem”, prosse­gue o padre Scott Pontes que sucedeu ao monsenhor Victor Vieira, na admi­nistração da igreja de São Francisco Xavier, que lhe deixou o caminho aberto a um apostolado que o novo padre tem sabido desenvolver, no sentido de manter uma comunidade religiosa ativa e participativa.

“Celebramos seis missas ao fim de semana. Três em inglês e três em português. Duas diárias uma em inglês e outra em português. Uma das missas que regista maior presença é a celebrada às 5:30 de sábado, em português.

As pessoas querem estar juntas de Deus e como tal querem fazê-lo na língua em que se sentem mais à vontade”, prossegue o padre Scott Pontes, que tem recebido o melhor apoio por parte dos paroquianos, que sentem orgulho em manter aberta, viva e ativa a igreja de São Francisco Xavier.

O padre Scott Pontes é pastor de um rebanho numeroso, constituído por segundas e terceiras gerações, numa demonstração coletiva de apoio à sua igreja.

“São 2.800 famílias multiplicadas por uma média de quatro pessoas, temos mais de 11 mil paroquianos”, continua o padre Scott Pontes, deixando transparecer o gosto de ser pároco, numa paróquia cheia de vida e muito para dar. “A igreja, como edifício, está em excelentes condições. João Marques fez um excelente trabalho, tendo passado à reforma após 50 anos de serviço. Tivemos de substituir os telhados, tanto na igreja, como no edifício escolar, sempre contando com a generosidade dos paroquianos. Por exemplo, com a subida do preço do óleo para o aquecimento, no ano passado, os paroquianos foram de uma amabilidade extrema no apoio a tal despesa”, prossegue o padre Scott Pontes, numa referência ao edifício escolar que foi considerado o melhor na diocese de Providence, que continua a facilitar aulas para o ensino e senão vejamos.

“Temos 650 crianças nos cursos de educação religiosa. Além destas aulas, temos então o Portuguese Learning Center (escola portuguesa), assim como as instalações da banda de São Francisco Xavier”, como se depreende temos uma comunidade ativa em volta da sua igreja, que apresenta, contrariamente às lamentações que se ouvem.

“Financeiramente estamos em excelentes condições. Os paroquianos apoiam a sua igreja, porque é a sua igreja, da qual têm um grande orgulho”, continua o padre Scott Pontes, que celebra todas as cerimónias em português, com o adjunto padre Francesco, a celebrar em inglês”, prossegue o ativo pároco de São Francisco Xavier, que não podia deixar de mencionar o monsenhor Victor Vieira, uma das mais relevantes entidades religiosa do mundo comunitário luso nos EUA. “Bom, o monsenhor, passa a vida a passear na sua mota”, diz o padre Scott no meio de uma risada. “Falando a sério é um bom amigo. Vem ajudar na sua igreja, sempre que é preciso. Almoçamos juntos várias vezes. Quando vou de férias a Portugal os paroquianos vão rever o monsenhor nas missas, enquanto eu não regresso. Por vezes há famílias que solicitam que seja o monsenhor a fazer as cerimónias fúnebres, aquando do falecimento de familiares. E ele nunca diz que não”, prossegue o padre Scott, que transforma uma entrevista numa conversa amigável, forma de ser, junto dos paroquianos, cuja simpatia vai conquistando gradualmente.