7.º Convívio de naturais da ilha de Santa Maria este sábado em Hudson

 

D. António de Sousa Braga, Bispo Emérito dos Açores, Carlos Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto e Adelberto Chaves, presidente da Junta de Freguesia de Santo Espírito são convidados de honra a este encontro regional

 

O 7.º Convívio dos Naturais da Ilha de Santa Maria acontece este sábado, 25 de março de 2017, nas modernas insta­lações do Hudson Portu­guese Club em Hudson.

O convívio que já tem a lotação praticamente esgo­tada, tem como convidados vindos da origem, Carlos Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto; Adelberto Chaves, presidente da junta de freguesia de Santo Espírito; D. António de Sousa Braga, bispo eméritus de Angra. A grande atração será o grupo folclórico de Santo Espírito, que traz a alegria do folclore ao convívio.

O convidado de honra será António Dias Chaves, ativo elemento da comunidade de Hudson.

Este convívio, pela mão de Eddy Chaves, tem apostado da sua divulgação, que caso contrário não passa de mais um jantar entre amigos.

E os encontros regionais têm de ser a divulgação do concelho em questão, das suas personalidades, do seu folclore, da sua arte, da­quilo que melhor identifica a região em festa. E Santa Maria tem sido disto um exemplo real.

Entre saudações e o revi­ver das origens, os visi­tantes de Santa Maria e os visitados, radicados por estas paragens, criaram um clima de grande convívio, onde o folclore ajudou a estreitar os laços de ligação à origem.

Mas isto até já nem é nada de novo. Os convívios marienses estão rodeados de grandiosos êxitos.

Falámos com Carlos Ro­drigues, presidente da câ­mara municipal de Vila do Porto, ilha de Santa Maria.

Sendo já uma presença habitual nestes convívios Carlos Rodrigues não tem palavras para exprimir a forma como as comitivas são recebidas pela comuni­dade mariense aqui radi­cada.

“A forma excecional como os naturais de Santa Maria, recebem as comi­tivas procedentes das ori­gens, de visita aos EUA, já não é novidade para mim, dado ter sentido este calor de boas vindas mais do que uma vez, e este ano foi e vai ser mais uma confir­mação de como os marienses sabem rece­ber.

É, sim, uma nova expe­riência para este rancho folcórico da Almagreira (este ano é o rancho fol­clórico da Casa do Povo de Santo Espírito) que por certo vai sentir, aquilo que eu venho sentin­do ao longo dos anos, e que é a hospita­lidade dos mari­en­ses aqui radicados.

Para mim é mais um momento de satisfação que vivo com estes entusiastas de Santa Maria aqui radi­cados, e aos quais já se vêm juntando naturais de outras ilhas, contagiados com toda esta magia mariense”, começou por dizer Carlos Rodrigues, que tem presi­dido ao convívio mariense ao longo dos anos, que vai mais longe:

 “É impossivel, nós lá, termos condições para retribuir o que os marienses aqui radicados, fazem por nós, quando cá vimos”.

O presidente do muni­cípio de Vila do Porto, sublinha o ponto que está na razão destes encontros:

“É impressionante a ligação que todos estes bons marienses, mantêm à ilha”, prossegue Carlos Rodri­gues, presidente de um município que abre as portas aos marienses aqui radicados quando no verão vão de férias a Santa Maria.

“No primeiro sábado de agosto de fazemos em Santa Maria o Encontro dos Imigrantes. O ano passado tivemos uma adesão de mais de 300 pessoas.

 Nós, Câmara Municipal, vamos criar as condições logísticas para que o en­contro seja mais um grandioso êxito”.

Segundo Carlos Rodri­gues, o encontro em Santa Maria acaba por ter a mesma finalidade dos convivios aqui realizados.

“Não é mais do que o reencontro de pessoas que já não se viam há quarenta anos e mais. Andaram na escola juntos. Eram da mesma freguesia. Mas um foi para o Canadá e outro foi para a América. E são estes encontros que vão ter o condão de os unir”, concluíu Carlos Rodrigues.

Além destes grandes cartazes, temos as festas das freguesias, de não menos importância. Não podemos esquecer que já temos quem se desloque a Santa Maria, para ali viver o carnaval. A câmara cria as condições logísticas e apoia financeiramente, tendo em conta o retorno que estas festas originam para a ilha.

Se bem que fora um pouco do contexto, durante a época baixa, o desporto tem muita importância na movimentação da ilha. Temos uma equipa de an­debol na 2.ª divisão nacional e que de quinze em quinze dias recebe equipas do continente”.

 

O que se tem feito no sistema de infraestruturas

“Eu costumo dizer aos radicados fora da ilha de Santa Maria, que na sua maioria, ficam nas baías saboreando as suas casas de verão. E muitas vezes vêm à vila, só por necessidade.

Durante o período de férias, acabam por nem sequer conhecer, algumas coisas que ali existem.

Como sejam, a Biblioteca Municipal, Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo. Vamos arrancar com o segundo polo do Museu de Santo Espírito na ilha do Porto. Vai ser recuperada a antiga torre de controle do aero­porto. O aeroporto vai criar um núcleo musiológico, muito interessante. Temos o Mercado Municipal, com­pletamente novo e que muito pouca gente conhece. Considerado dos melhores nos Açores. Temos além de tudo isto, muita vida cultu­ral. Temos bons artistas musicais. Temos o grupo Ronda da Madrugada. Te­mos aqui no grupo, o pro­fessor Daniel Gonçalves, com vários livros publi­cados, já com os prémios Manuel Alegre e Bocage.

Temos o fotógrafo Pepe Brix que tem apresentado os mais deslumbrantes trabalhos. Trago na ba­gagem a intenção de trazer ao Museu da Baleia em New Bedford a exposição sobre a pesca do bacalhau. Pepe Brix, esteve embar­cado num bacalhoeiro quatro meses, na Terra Nova e fez uma exposição fabulosa. Está em Santa Maria uma exposição sobre uma aventura/expedição, de mota, Lisboa-Pequim. E já esteve patente uma outra sobre a India.

Santa Maria é uma ilha com 5.500 habitantes, mas com uma grande atividade”, concluiu o presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto, que preside uma vez mais ao encontro mariense.