Joseph Lima é o “marshall” da parada do Dia de Portugal/RI 2017 em Providence

 

• Joseph Lima foi o primeiro presidente das celebrações em 1978 tendo por “marshall” William San Bento, num sucesso que se repete ao longo de 40 anos

 

Joseph Lima faz história. Foi o primeiro luso eleito. Tão primeiro que alguns dos atuais ainda nem sequer tinham nascido. Vai ter honras de marshall da parada na capital do estado de Rhode Island.

Vai percorrer as ruas da cidade de Providence que o viu desfilar em 1978, como presidente da comissão organizadora das cele­brações e agora 40 anos depois como “marshall”.

A cidade de Providence, com o apoio do poder asso­ciativo viveu entusias­ticamente a primeira edição das celebrações em Rhode Island, no prosseguimento da abertura do consulado de carreira em Providence, pela mão do cônsul Stichini Vilela e vice-cônsul Rogério Medina.

Foi o plantar da árvore da portugalidade cujos ramos assinalam 40 anos de êxitos sucessivos. E reforçando este êxito, Leonel Teixeira convidou Joseph Lima, oriundo de uma era em que a comunidade portuguesa começava a ser reconhecida com todos os seus valores em Rhode Island, com Raquel Cunha a assumir chefia administrativa do sistema educacional em Rhode Island. E como tal, nada melhor do que vir para a rua, com uma demons­tração patriótica, baseada numa parada que teve a iniciativa de Rogério Medina.

Tudo evoluiu. A cidade de Providence deixou ter a ponte escura, do caminho de ferro, sob a qual passava a parada e onde caia sempre água. Ali imperou a mo­dernidade. O desfile deixou de parar em frente ao City Hall onde era recebido com cerimonial pelo então mayor Cianci, que entre­gava a proclamação do Dia de Portugal.

Hoje a parada mantém início na State House, mas do lado contrário, com sessão solene a anteceder o desfile.

Se ao princípio tinhamos a honrosa presença dos saudosos senador Claiborne Pell e governador J. Joseph Garrahy, hoje temos o senador Jack Reed e go­vernadora Gina Raimondo.

Como se depreende, foi em 1978 que se despertava para a visibilidade única de uma comunidade portu­guesa nos EUA e esta em Rhode Island.

Deixou de haver os arraiais nos jardins da State House, ao fundo das esca­darias de acesso àquela presença, uma das três no mundo com aquela arqui­tetura.

Esta manifestação po­pular passou para o centro da cidade, mantendo o lugar de excelência e com me­lhores condições de reali­zação. Palco, pavilhões, espaço para ranchos fol­clóricos e o tradicional bailarico, com grandes nomes da música local e mesmo vindos de Lisboa. Este ano vem o Chico Ávila da Califórnia.

Mas em contrapartida, a portugalidade, semeada por Rogério Medina, deu frutos que espalharam pela comunidade e que depois de alguns anos registamos de novo o regresso a Provi­dence e uma vez mais pela mão de Rogério Medina.

E agora estamos perante uma cidade moderna, virada ao futuro, onde a excelência supera a cidade que recebeu a primeira parada em 1978.

As celebrações, passados 40 anos da presidência de Joseph Lima, são uma nova etapa na presença portu­guesa em Rhode Island, uma nova perspetiva de analisar a nossa integração.

E esta conseguiu-se através do senador William Castro, do deputado Joseph Lima e mais tarde tesou­reiro estadual Paul Tavares, o senador John Correia, vários deputados, entre os quais Hélio Melo, Bob Silva e Agostinho Silva. E hoje continuamos a ter forte e determinante integração com Theresa Paiva Weed na presidência do Senado; Daniel da Ponte, presidente da comissão daquele órgão legislativo; Ann Assum­pico, comandante da State Police; Luís Matos, juiz do Tribunal Superior de Rhode Island, António Teixeira, antigo administrador (mayor) de Bristol e possível candidato ao pró­ximo ato eleitoral; Joshua Canario, chefe da Polícia de Bristol; Ted King, chefe da Polícia de Pawtucket; Bob Silva, tenente inspetor da Polícia de Pawtucket, entre professores e empresários.

Estamos perante uma comunidade que se vai rever no marshall da parada.

Portugal é história em Rhode Ialand através de um poder associativo único em termos de realização. É único em infraestruturas ao seu dispor onde prevalece o modernismo, para as cele­brações. É único na adesão dos políticos estaduais e federais. 

 

Joseph Lima “marshall” 2017

Joseph Lima, nasceu em São Miguel. Veio para os EUA com a idade de 13 anos em 1959, com os pais e uma irmã.

Profissionalmente passou os últimos 35 anos na formação na Northeast Regional Director, Admission Director e Cor­porate Training Coodinator of For-Profit Schools, na formação de condutores de camiões pesados. New England Tractor Trailer Training.

A sua ação política foi relevante tendo servido como deputado represen­tando  Providence como Deputy Majority Leader na House Finance Committee e House Education e Corrections Sub-Com­mittees. Foi instrumental na eliminação dos impostos estaduais em roupas e na abertura das reuniões do House Committee ao público.

Prestou serviço como presidente na Comissão Legislativa estadual no Inglês como segunda língua e introduziu legislação para a criação da Portuguese Cultural Foundation em Rhode Island. Foi instru­mental junto do governador J. Joseph Garrahy para a nomeação de M. Rachael Sousa Cunha para o Rhode Island Board of Regents, conhecido hoje como RI Board of Edu­cation.

Por sua proposta foi insti­tuído o Dia de Peter Fran­cisco no estado de Rhode Island.

Em 1978 foi no­meado presidente as cele­brações do Dia de Portugal que tinham por palco a State House em Providence.

É casado com Teresa Lima, numa união de 32 anos e podemos acrescentar que é aficionado do fado e do Festival Português de Provincetown no Cape Cod, onde marca presença anual­mente numa esplanada na Comercial Street, rua que tem mais bandeiras portu­guesas que qualquer festa portuguesa fora de Por­tugal.

 

• Fotos e texto de Augusto Pessoa