Ildeberto “Al” Medina, o exemplo da conquista e sucesso empresarial luso nos Estados Unidos

 

 

Valores da Comunidade
 

 

Al Medina é o exemplo dos muitos que escolheram os Estados Unidos da América para viver
Muitos o sonham, mas poucos o concretizam

Tal como já o referiu, mais do que uma vez ao Portuguese Times, “ter força de vontade, fé e trabalho duro são os ingredientes para o sucesso”, sublinha.
Deixou a Graciosa, no que considera “a viagem do sucesso”. E acrescenta: “Vim em procura do desconhecido. Uma aventura. Entre dias tempestuosos, o Sol brilhou. A luta era diária. Era constante. Porque o destino foram os EUA. Uma terra, onde se pode sonhar. “Eu sonhei e realizei”. Foi Portuguese Times o primeiro a descobrir Al Medina. E o primeiro a dizer quem é aquele empresário.  
O destino foi os EUA, onde conseguiu construir o seu próprio império. Faz parte do grupo dos bem sucedidos empresários lusos radicados por estas paragens. Foi a ilha Graciosa que o viu partir. Uma aventura que conheceu o êxito.
“Em 1900, a minha avó paterna deixou a Graciosa num barco baleeiro em direção aos EUA, com apenas 16 anos de idade. Regressa 16 anos depois devido à depressão. Contava histórias que me encantaram e aguçaram o desejo de as poder viver pessoalmente”, confidencia-nos Al Medina, para acrescentar:  
“Ainda na Graciosa sempre dei asas aos meus pensamentos. Sempre fui muito ambicioso. Nos meus sonhos. Via grandes edifícios. Estradas enormes. Bons carros. Casas lindas. Queria subir na vida. E isto só a América me podia dar. Se melhor o idealizei melhor o concretizei”.
Mas as rosas também têm espinhos.
A América é uma terra de extremos. Um desses é o frio. “Cheguei em 1977. Em pleno inverno. A casa não tinha aquecimento central”.
Os EUA são uma terra plena de desafios. Os que os conseguiram ultrapassar juntam essas passagens à vitória final. Há quem tenha orgulho em repartir a sua bem sucedida aventura com as novas gerações como exemplo do que poderá também ser o seu sucesso.
“Comecei a trabalhar no dia seguinte ao ter chegado aos EUA. Foi numa empresa de construção. O ordenado superava o que se ganhava nos Açores. Estava no princípio de uma longa caminhada. Comecei a fazer a manutenção de casas e apartamentos. E aqui fez-se luz.”
Ildeberto Medina começou a ver-se a despertar para algo que gostava de fazer. Remodelação de interiores.
“Em 1979 faço o primeiro trabalho sob a minha inteira responsabilidade, como empresário. Deus quiz que fosse êxito. Os primeiros cinco anos ia fazendo trabalhos sozinho em regime de part-time”.
Por aqui se depreende que Al Medina foi analisando o mercado, cuidadosamente. Sem tomar riscos excessivos, viu os prós e os contras. “A certa altura pensei: agora ou nunca, como diz o velho ditado “quem não arrisca não petisca”.
Se já tinha arriscado a “descoberta” dos EUA, vamos agora aproveitar o que a maior e mais poderosa nação do mundo nos dá em termos de oportunidades.
O seu êxito exterioriza-se na sua forma alegre, bem disposta de estar na vida que se reflete na sua vasta clientela.
Deixou os Açores em 1977 na descoberta da terra prometida, que lhe tem proporcionado o tão esperado êxito que todos sonham encontrar pelos States.
Bem relacionado com a comunidade é uma presença habitual nas atividades da comunidade.
Uma nota que realça é a forma impecável como sempre se apresentam.
Três anos após a sua chegada iniciou-se em “part time”, no que se transformaria numa companhia de sucesso em 1985.
“Acredito que quando se tem a convicção de que se pode vencer, sem esquecer a dedicação necessária e forte empenhamento na concretização do sonho este acaba por acontecer”, salienta Ildeberto Medina, que após ter finalizado o High School, trabalhava de dia e frequentava o colégio à noite.
A companhia dedica-se à remodelação interior e exterior de moradias.  
A Medina Painting and Remodeling tem uma força diária, número que aumenta durante os meses de verão.
Eis uns seus conselhos:
. Procure o construtor através de amigos e familiares.
. Fale com dois ou três construtores, fique a par do seu preço, experiência, conhecimento e honestidade.
. Não se deixe embalar pelo preço mais baixo. Fique-se pelo preço entre o mais alto e mais baixo.
. Não adiante dinheiro muito cedo. Faça-o após o trabalho ser começado, que deverá ser na ordem dos 30 por cento do total do trabalho,
. Permita que o construtor compre os materiais, desde que seja do melhor existente no mercado.
Medina recomenda produtos da Benjamin Moore, Sherwin William e Adler Hardware C2. Tintas de alta qualidade.
. Tenha a certeza de que o construtor é devidamente licenciado e todos os seus empregados estão devidamente seguros.
. Se o trabalho for desenvolvido numa casa antiga o construtor deverá ser licenciado pelo Environmenal Protection Agency do Rhode Island Department of Enviromental Management (DEM).
. Contacte o DEM e tenha a certeza de que o construtor não tem violações na limpeza de tinta de chumbo.
. Tenha a certeza de que no contrato fica assente quem compra os materiais.
. O construtor deverá colocar em sítio bem visível as licenças necessárias para a autorização do trabalho.
. A pintura exterior é um processo que se estende entre os meados de abril e os meados de novembro, não é um processo rápido.
. Antes de se proceder à pintura tem a lavagem com água sobre pressão que leva uma semana a secar.
No meio destes tópicos oportunos e que podem evitar grandes dores de cabeça, Medina, acrescenta: “Não há trabalho pequeno ou grande. Todos são feitos com a honestidade de uma grande companhia”, sublinha Medina, cuja experiência e honestidade o colocam como um dos mais bem aceites no seu campo de trabalho, onde não é indiferente a sua forma amável e profissional de lidar com os seus clientes.
Medina tem ainda pessoal especializado na limpeza de caves, assim como as caleiras de escoamento de águas da chuva.
“Não tenha receio em fazer perguntas no referente à experiência do construtor.
Bons materiais são sinónimo de trabalho duradouro”, concluiu Ildeberto Medina.