É tempo de todos os americanos se vacinarem

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS), a agência de saúde das Nações Unidas, anunciou que o número de infeções com covid-19 aumentou 6% globalmente. Por região, o aumento foi de 8% na Europa e na América, enquanto em África foram relatados menos 33% de casos.
O número de infeções em todo o mundo subiu para 252 milhões em 23 meses, desde que o vírus começou a circular na China.
Dos 3,3 milhões de novas infeções relatadas, 2,1 milhões vieram da Europa e os casos continuaram a aumentar nos 61 países que a OMS conta na sua região europeia, que se estende da Rússia à Ásia Central.
Enquanto cerca de 60% das pessoas na Europa Ocidental estão totalmente imunizadas contra a covid-19, apenas cerca de metade desse número está vacinado na parte oriental do continente, onde as autoridades lutam para superar a hesitação generalizada da vacina.
Na Europa Oriental, as mortes por covid-19 são altas e as taxas de vacinação são baixas, mas os políticos hesitam em impor as medidas para conter o vírus que os especialistas estão pedindo e os médicos previnem que pode haver 500.000 mortes a mais até janeiro, se não forem tomadas medidas.
No início de novembro a OMS avisou que a Europa está de novo no “epicentro” da pandemia de covid-19 e, no final da semana passada soube-se que tinha havido um recorde de quase dois milhões de casos registados nos últimos sete dias, além de quase 27.000 mortes (mais de metade do valor registado em todo o mundo). Mas o continente europeu não é todo igual, com o número de hospitalizações e mortes mais elevado nos países onde a vacinação é menor. 
Segundo a OMS, há dez países considerados de “preocupação muito alta”: Bélgica, Bulgária, Croácia, Eslovénia, Estónia, Grécia, Hungria, Países Baixos, Polónia e República Checa. 
A Bulgária, por exemplo, tem a taxa de vacinação mais baixa da Europa, com apenas 23,3% da população totalmente vacinada. O problema não tem sido a falta de vacinas, mas a desconfiança da população. A média de mortes é de 24,75 por milhão de habitantes e o número diário de novos casos é de 474.
Há três semanas, quando o número de casos começou a aumentar, a Bélgica reintroduziu restrições para entrar em bares, restaurantes ou ginásios. Mas com 85% dos adultos belgas vacinados, a diferença em relação à Bulgária está no número de óbitos: 2,65 mortes por um milhão de habitantes nos últimos sete dias. 
Na Alemanha, foram registados pela primeira vez mais de 300 novos casos por 100 mil habitantes numa semana e o governo estuda a obrigatoriedade da vacinação, uma vez que só 67,5% da população alemã tem a vacinação completa e há muitos negacionistas. 
Portugal é um dos três países que, junto com Chipre e França, surge no nível de “preocupação moderada”. 
Portugal tem a maior taxa de vacinação completa do mundo, 87,39% da população está imunizada com as duas doses, mas o recente surto de infeções em toda a Europa obrigou o governo a considerar a adoção de medidas de precaução. 
Entretanto, nos Estados Unidos os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) anunciaram que as pessoas que não foram vacinadas contra a covid-19 têm 11 vezes mais probabilidades de morrer em decorrência da doença do que aquelas que foram imunizadas. 
Ainda assim, apenas 55% dos americanos receberam a primeira vacina e, apesar dos incansáveis pedidos das autoridades, dos sorteios milionários e das 764.000 mortes em todo o país, milhares de americanos dizem que não pensam imunizar-se.
Nos Estados Unidos, 71% dos maiores de 18 anos tomaram pelo menos uma dose, mas as diferenças são grandes entre os Estados: enquanto em Vermont 87% o fizeram, no Mississippi, Wyoming e Louisiana, foram 51%, 52% e 47%, respetivamente.
E na Louisiana, por exemplo, o número de contágios duplicou. É o Estado com maior número de infeções por habitante em todo o país e o último na lista das vacinações.
A política, refira-se, é o principal impedimento no processo de imunização. Segundo a revista The Economist, o maior indicador sobre se o norte-americano médio foi vacinado é se ele votou em Donald Trump ou Joe Biden: a conclusão é que 13% dos votantes em Trump não tenham sido vacinados e 18% dos votantes em Biden tenham sido vacinados.
Mas para além dos partidos, com a chegada do inverno a baixa taxa de imunidade pode tornar-se um problema crescente nos Estados Unidos, especialmente para as pessoas mais vulneráveis. 

Com o país a registar uma média de 88.000 novos casos por dia, 23% a mais que há duas semanas, talvez não seja má ideia maior proteção contra a covid-19 e, quem ainda não se vacinou, deveria fazê-lo para diminuir as probabilidades de adoecer e de propagar o vírus para alguém mais vulnerável que poderá vir a falecer.

 

 

New Bedford e Fall River com taxas baixas de vacinação de crianças


Quando se trata das taxas de vacinação contra a covid-19 em crianças, algumas comunidades do condado de Bristol têm os números mais baixos em todo o estado de Massachusetts.
Entre as crianças de 5 a 11 anos em Fall River e New Bedford, apenas 4% receberam pelo menos a primeira dose da vacina, de acordo com o Departamento de Saúde Pública de Massachusetts.
Esta é a taxa mais baixa do condado de Bristol e uma das mais baixas do estado.
Em comunidades mais ricas no condado de Bristol, como Easton e Mansfield, 19% das crianças elegíveis receberam pelo menos a primeira dose.
As percentagens são mais altas nas localidades de Dover, com 39%, Wellesley com 33% e Sherborn com 45%.
Há várias razões pelas quais as taxas de vacinação no condado de Bristol serem mais baixas, muitos pais não sabem o que a vacina significa e o que vai acontecer com os filhos no futuro, e por isso temem as vacinas.