A ilha das Flores é uma das “nove pérolas” do arquipélago dos Açores

 

- “ILHA DE ENCANTOS MIL” -

A ILHA DAS FLORES, a maior do grupo ocidental (Flores e Corvo), do arquipélago dos Açores, é imponente, majestosa e muito verde. Nem o “mau tempo”, muito usual na ilha, lhe tira o encanto. A ilha das Flores, é o “paraíso verde” dos Açores.
O ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES, no seu conjunto, oferece, belezas paisagísticas, para todos os gostos. A ilha das Flores é das mais favorecidas do conjunto açoriano.
RAJADAS DE VENTO, NUVENS CINZENTAS E CHUVEIROS OCASIONAIS, que levam qualquer visitante a pensar que a estadia não será fácil e muito menos agradável, é, muitas vezes, trocada por períodos de céu limpo, sol radioso, e temperatura amena.
A PROPÓSITO DO CLIMA, é conhecido um comentário que ficou célebre, quando uma determinada pessoa, que conhecia bem a Ilha e o seu clima, disse, com graça:- “Nas Flores há duas Estações:- a Estação dos Correios e o.... Inverno”!!  
OS MIRADOUROS, AS LAGOAS E AS CASCATAS, são o cartão de boas-vindas de uma Ilha em que a “Natureza é Rainha e Senhora”. Nas Flores, a vegetação parece ser mais do que aquela que a vista alcança. Um território insular, que mantém a alma das gentes, e o peso da história na baleação, mas que não se fecha aos forasteiros. Muito pelo contrário.
OS FLORENTINOS SABEM QUE NÃO É FÁCIL a adaptação à meteorologia das ilhas. Porém, estão mais do que habituados, à agitação do mar, e aos dias menos de menos sol. Nas páginas de vida dos ilhéus, contam-se histórias de valentia perante o maior dos oceanos. A baleação, nome dado à caça de cachalotes e baleias, está eternizada na antiga “Fábrica da Baleia do Boqueirão”, localizada no Município de Santa Cruz.
ALI, O PROCESSAMENTO DE CETÁCEOS começou em 1944 e prolongou-se até 1984, albergando, presentemente, o Museu da Fábrica da Baleia do Boqueirão.
SABEMOS QUE ERA MAU PARA OS ANIMAIS, os antigos baleeiros recordam este tempo, com muita saudade. No Museu há cronologias e fotografias dos vários momentos da baleação nas Flores. É possível perceber o quão rudimentar tudo era, através da reconstituição da vigia da baleia e dos botes para a caça. A baleação era perigosa, contudo ajudava a aumentar os rendimentos das famílias florentinas. Quando a caça sorria bem, a euforia invadia as povoações das Flores, muito devotas às festas do Divino Espírito Santo.
A ÚLTIMA BALEIA CAÇADA NA ILHA foi em 1981. Houve vários acidentes mortais, mas nem as fatalidades demoveram o território de preservar um passado de grande pureza. A proibição da caça é feita em 1984.
HÁ PISCINAS NATURAIS, como a “Poça das Mulheres”. Nos dias cinzentos e ventosos, os mergulhos não são aconselháveis naquela ponta da Ilha. É o lugar apropriado para quem quer ver de perto o azul do mar, sentir o vento e escutar a revolta do oceano. Sempre com precaução e ciente de que a Natureza não olha a gentes e a lugares quando está no seu pico, especialmente nos meses mais frios.
NOS DIAS EM QUE O CÉU PERMITE vê-se a ilha do Corvo, que dista 13 milhas náuticas de Santa Cruz das Flores. Não se vislumbra somente o contorno da mais pequena Ilha dos Açores. As casas da Vila do Corvo são perceptíveis e queremos acreditar que, nos dias de Sol, até os carros se vêm a passar!!!
QUANDO SE PASSA DE CARRO por alguém nas Flores, todos se cumprimentam, “mesmo que não sabem quem é”. O número de turistas nacionais tem aumentado, sobretudo de açorianos de outras ilhas. Há outros forasteiros como holandeses, espanhóis e britânicos que vêm à “procura da Natureza”, da segurança, e do sossego.
OS FLORENTINOS DE GEMA, não se deixam intimidar pelas amarguras que, por vezes, a insularidade traz ao de cima. Como em 2019, quando o furacão Lorenzo destruiu o porto das Lajes das Flores e os habitantes temeram ficar sem abastecimentos. Também os turistas, “procuram saber mais sobre a História do lugar”, e aventuram-se em caminhadas, ou procuram o relaxamento, no mero vislumbre das passagens.
UM DOS PONTOS DE ELEIÇÃO é o “POÇO DO BACALHAU”. A cascata da Fajã Grande, na freguesia da Lages das Flores, tem cerca de 90 metros. A lagoa que se forma da queda de água é usada como zona balnear. Água não falta: chega das nascentes das zonas mais altas da Ilha, que se apoiam na humidade das nuvens acumuladas na Laurissilva, um tipo der floresta húmida subtropical que se encontra nos Açores.
A UMA CENTENA DE METROS, no antigo porto da Fajã Grande, que se tornou também uma zona balnear, conhecemos as palavras do poeta florentino Pedro da Silveira. “Só isto:/O céu fechado, uma ganhoa/pairando. Mar. E um barco na distância:/ olhos de fome a adivinhar-se à proa/Califórnias perdidas de abundância”. O Município da Lajes das Flores prestou-lhe ali uma homenagem numa placa evocativa. Daquele ponto avista-se o ilhéu do Monchique, tido o ponto mais acidental da Europa. Um grande rochedo no meio do oceano, que chegou a servir de referência para rotas marítimas e ajudou a calibrar instrumentos de navegação. Uma Ilha virada para o Mundo e o infinito do Atlântico. 
É CADA VEZ MAIS PERCEPTÍVEL PARA OS FLORENTINOS do paraíso verde que têm em casa, e da importância de o preservar eternamente. Não fosse a Ilha conhecida pelo conjunto das Sete Lagoas: a Lagoa Negra, a Lagoa Branca, a Lagoa Comprida, a Lagoa Rasa, a Lagoa da Lomba, a Lagoa Funda e a Lagoa Seca. São sete crateras que nasceram de um dos vulcões que deram origem a Ilha.
DEAMBULAR PELAS FLORES é dar de caras a cada instante com a Natureza vulcânica, como a ROCHA DOS BORDÕES.
BASTA APENAS ESCOLHER um dos miradouros e deixar-se maravilhar. Um pouco como acontece em todo o território das Flores: é ir mais de metade do tempo a contemplar.
ILHA DAS FLORES, de “encantos mil”.