Nos 150 anos do Diário dos Açores

 


 


Um jornal de referência da diáspora açoriana
Há cinco anos que Portuguese Times e Diário dos Açores mantêm importante parceria


O Diário dos Açores, um dos mais antigos jornais portugueses, assinalou no passado dia 05 de fevereiro, 150 anos de existência. Não poderia deixar passar em claro esta data sem publicamente saudar este jornal de referência do jornalismo de qualidade, fundado em 1870 por Manuel Augusto Tavares de Resende, na ilha açoriana de São Miguel.
Comecei por um assíduo leitor do D.A. ainda nos tempos do extinto Seminário-Colégio Santo Cristo em Ponta Delgada e sempre vi nesta publicação um instrumento da açorianidade, que continua a dar voz às preocupações e desafios dos açorianos, conseguindo, ao longo dos anos, solidificar o seu prestígio levando aos seus leitores, tanto nos Açores como, mais recentemente, nas comunidades açorianas da diáspora, uma informação objetiva, independente e atualizada sobre o que acontece nos Açores de hoje. E foi, e continua a ser, um instrumento importante na luta e defesa da Autonomia, mercê do dinamismo dos seus colaboradores e diretores que por aqui passaram ao longo dos anos e que certamente deram um enorme contributo para o prestígio de que o jornal hoje goza na Região e nas comunidades açorianas. 
Segundo o seu atual diretor, Osvaldo Cabral, o maior desafio deste diário micaelense “é mantê-lo na procura da verdade, sem ceder às modas globais do presente, onde impera muita desinformação e interesses obscuros”, o que deve ser apanágio de uma informação séria e de qualidade.
Durante século e meio o Diário dos Açores resistiu a diversas “tempestades” que assolaram o país, nomeadamente no tempo do regime fascista e estamos certos que continuará a resistir a novos “vícios” da sociedade moderna que ameaçam o jornalismo sério, a liberdade de informação e, vamos lá, a democracia. Esses novos vícios e perigos, de acesso espontâneo, estão perfeitamente identificados na cultura snack e imediatista, no populismo, no clientelismo, na dependência de grupos de interesses, quer sejam económicos ou políticos, levando à perda de afirmação, identidade e independência.
Os jornais são ferramentas necessárias e importantes para a solidificação das democracias, na medida em que devem servir de arautos dos seus leitores, das suas comunidades, da região, de um país, na procura de respostas aos seus anseios, preocupações, desafios.
Há quase cinco anos que Portuguese Times e Diário dos Açores mantêm uma relação de proximidade e parceirismo, uma sugestão que partiu do atual diretor do D.A., Osvaldo Cabral e que foi prontamente aceite pela gerência e direção deste semanário. 
Osvaldo Cabral, que as comunidades açorianas bem conhecem de outros tempos através da RTP-Açores e agora como cronista do PT, com a sua apreciada coluna “Crónica do Atlântico” (das mais lidas dos leitores do PT) é dos poucos jornalistas dos Açores que conhece bem as preocupações, desafios e anseios dos açorianos da diáspora, as suas vivências e experiências, particularmente os da América do Norte. A parceria que o Diário dos Açores mantém com vários jornais das comunidades dos EUA e Canadá assenta principalmente no simples facto de que não há agregado familiar nos Açores que não tenha um familiar imigrado neste continente norte-americano e por isso a introdução de notícias e diversos apontamentos de reportagem no D.A. é de todo o interesse para os residentes no arquipélago. O D.A., neste aspeto, tem sido, desde que o nosso amigo Osvaldo Cabral assumiu a sua direção, um importantíssimo elo de ligação entre todos os açorianos da diáspora.
Bem hajam e que o D.A. continue na sua missão de bem informar, dando voz às necessidades de desafios de TODOS os açorianos: os da Região e os das Comunidades. Que esta parceria Diário dos Açores/Portuguese Times continue!