Será que o coronavírus está dando uma lição para todo o mundo?...

 

 

Isto se está a passar
por todo este mundo inteiro, 
Com os mandões do planeta.
É quem mais pode roubar
Dão descaminho ao dinheiro,
E os processos p’rà gaveta!

A justiça anda cegueta,
Sabendo quem eles são,
Como quem de nós faz troça,
Inventando qualquer treta,
Com a verdade na mão,
Vão fazendo a vista grossa!

O coronavírus agora,
Parece que vem lembrar
Aos senhores do pedestal
Que podem estar na hora
Do coronavírus apanhar,
Como os demais, tal e qual!

Um abrir d’olhos ao povo,
Para parar e pensar
Que toda esta doença
Nos vem a lembrar de novo
Que o MUNDO, é p’ra cuidar,
Toda a gente se convença!

Vejam a demonstração,
Onde ninguém se entendia,
Nem por sombra havia pazes,
Sem ninguém dizer que não,
Juntou-se, como antes queria,
Antes, não foram capazes!

Nuns dois, três dias apenas,
Tudo ficou d’outro modo
Pensando em sua defesa,
Sem mais teimas, sem mais cenas
Se juntou o mundo todo.
Que forte é a Natureza!

Há anos, ninguém consegue,
Palestras, reuniões,
Falatórios e promessas!
E a desgraça, soma e segue!
Hoje, estão juntas as nações
Sem reuniões ou conversas!

Que difícil era, meu Deus,
Chegar a uma conclusão,
De não poluir o mundo.
Era de bradar aos céus!
Toda esta confusão,
Se transformou num segundo!


As fábricas estão fechando
Todos no mesmo lamento
Pela terrível doença.
Tudo se está transformando,
Até o aquecimento
Já tem alguma diferença!

Pode ser casualidade,
Mas todo este grande mal
Está dando uma lição.
Com verdade, ou sem verdade,
Está nos mostrando afinal
Qual é a solução!

Tudo que polui a Terra,
Agora, está a parar,
A desgraça nos ensina!
Algum mal que o mundo encerra
Já deixou de funcionar,
Principal, a gasolina!

Senhor Deus, que nos confortas
Tantas, tantas reuniões
Sem que houvesse acordo feito
Como voz, por linhas tortas,
Uniste todas nações,
Ensinando o que é direito!
Sem falar, sem dizer nada,
Vais ensinando SENHOR.
Como este mundo tratar!
Sabemos, nesta jornada
Para além do pecador
Muitos justos vão pagar!

Sei que estou sentenciado,
Com noventa e sete anos
Vai ser este o meu caminho,
Se o vírus me for chegado,
Julgo até, se não me engano,
Basta somente um cheirinho!

Mas, Senhor, entre a tristeza
Dos medos, que são bastantes,
Que o mundo todo sente.
Nasceu de novo a riqueza,
O AMOR aos semelhantes,
Todos se sentirem gente!

SENHOR… eu bem vos aceito,
Sois Senhor que me confortas
Quando algo me domina.
Sei bem qu’escreves direito,
Mesmo que por linhas tortas,
Assim Cristo nos ensina!
P. S. 

Tudo que para aqui digo,
Pode não vos cair bem,
Mas olhem, por sim, por não,
Pensem no ditado antigo:
- Quem dá aquilo que tem,
Fez a sua obrigação!

Pois, foi isto o que eu fiz,
Deitei tudo p’ra cobrar,
Como diz o brasileiro!
Tudo que aqui se diz,
É onde eu pude chegar,
Sem rodeios, verdadeiro!

Por isso, peço perdão,
Se alguém não concordar,
Desculpem, não sei fingir!…
É a minha opinião,
Que estou a publicar,
Firme sem querer mentir!

 

Verdade ou não, acontece,
Que, se não for… 
mas parece!