2023 AÇORES: As possibilidades de progresso existem

 

Com sabemos o arquipélago dos Açores tem nove ilhas encantadoras como todos os visitantes indicam devido às diferenças entre elas baseando-se tanto na paisagem como nas áreas vulcânicas, sendo algumas reconhecidas mundialmente. Também o mar é muito atrativo não só pela sua core e temperatura da água, como pelos desportos náuticos. Há visitantes que preferem subir as montanhas sendo a ilha do Pico a mais sedutora por ser a mais alta dos Açores e de Portugal Continental. Também há os que preferem trepar as falésias/ escarpas de São Jorge e Flores, embora quase todas as outras ilhas também as têm. Todavia temos de ter em consideração, que em termos turísticos, os estrangeiros conheceram as ilhas açorianas antes e melhor do que os açorianos e portugueses continentais, porque só depois da guerra colonial acabar e o 25 de Abril de 1974 acontecer as conheceram. Tudo mudou, o sistema político do país bem como o social tomaram um rumo diferente, democrático que ainda não alcançou o seu potencial. Os portugueses só começaram a visitar os Açores em números relevantes nas últimas décadas. 
O sistema governativo dos Açores é autónomo, mas como são nove ilhes com dimensões diferentes tanto no tamanho como no número de habitantes, estas têm uma administração por ilha que segue as leis regionais, bem como a administração do governo nacional, o que confunde os habitantes, embora sejam subsidiadas na sua maioria pelo governo nacional que preserva a subsistência do arquipélago, tendo também cada ilha que criar e desenvolver fundos financeiros para o desenvolvimento económico, industrial, digital e social de cada ilha, mas infelizmente temos que estar atentos há corrupção. Há grupos que dizem que há Câmaras Municipais a mais em algumas ilhas, porque mais uma câmara requer mais empregados, despesas num edifício/s, carros, bombeiros, escolas, hospitais, polícia, sem esquecer a agricultura, pesca, pecuária etc. Também reclamam o número elevado de deputados por ilha, sabendo-se que há deputados que nunca colaboram na defesa do interesse da sua ilha nos diálogos/debates na assembleia regional em defesa das neces-sidades da mesma. Ou seja, isso é visível para os votantes partidários dos diversos partidos, que os presenciam na televisão durante os debates na assembleia. Será que os votantes têm razão? Ou será que os deputados só vão à assembleia para votar o que o “mandão” do partido lhes obriga. Essa atitude reflete a arrogância dos políticos nos Açores, demostrando então, que não há liberdade de voto! 
Todo este processo é complexo e difícil porque o povo açoriano está dividido por partidos políticos que não se entendem, não discutindo honestamente as necessidades primárias de cada ilha, votando só no partido em que está associado o que reflete o desinteresse desses partidos para com os problemas das outras ilhas. As ilhas pequenas mesmo que se agruparem (embora não se entendem) não podem atingir o número de votantes como as ilhas grandes, como tal, estão sempre na dependência das mais numerosas. O que é mais chocante é saber-se que o arquipélago açoriano tem todo o potencial para um desenvolvimento a todos os níveis se o diálogo e compreensão entre os partidos sociais e políticos se respeitassem e cooperassem no progresso do arquipélago, através dum consenso honesto. 
A SATA Açores reflete a qualidade de administração e colaboração dos seus empregados a todos os níveis, em contrapartida a SATA Airlines vai de mal a pior, o que não é surpresa porque todo o pessoal da cabine por exemplo, [hospedeiras/os] não sabem lidar com os passageiros. Esses grupos precisam de traino técnico e social. Devem ajudar/facilitara a vida aos doentes e idosos. Um passageiro da segunda classe com um problema intestinal agudo como a diarreia o vomito ou a urinar não pode ir ao WC da primeira classe durante a refeição mesmo que esteja perto desta. Chama-se a esta atitude falte de respeito para com os passageiros que lhes pagam o ordenado. Tais comportamentos são discriminatórios. 
Todo o povo deve ter voz no que se pretende fazer para bem dos habitantes, desde a saúde a educação das crianças e jovens que desejam por exemplo, serem [técnicos] eletricistas, carpinteiros, pintores, canalizadores, pedreiros, enfermeiros, professores competentes na sua área/s, mas também conhecedo-res de métodos didáticos que são necessários no ensino em todas as escolas desde a primária à universidade. 
Os açorianos continuam a viver no passado dos “doutores”, mas, todavia, continuam a não ter médicos gerais ou especializados suficiente em todas ilhas, bem como os técnicos que estão referidos anteriormente. Os problemas dos médicos ocorrem em todas as cidades, vilas e aldeias em Portugal, contudo o nosso país educa e treina técnicos a todos os níveis [exemplo: médicos, cientistas e futebolistas], que deixam o país para trabalhar por todo o mundo, onde são bem pagos e respeitados o que não acontece em Portugal, incluindo os Açores. A falta de desenvolvimento devesse à indolência governamental, ou seja, muita política e palratório, mas poucos resultados, sendo os sofredores as pequenas ilhas. Como pode um arquipélago que se considera autónomo permitir que a ANA reduza o horário das escalas técnicas dos aviões que passam no aeroporto de Santa Maria, sendo este o aeroporto mais experiente e antigo do atlântico para esse fim. Qual é o aeroporto açoriano que o vai substituir? provavelmente o micaelense. O da Horta há mais de 40 anos aguarda pela autorização da ANA para aumentar a pista o que é ridículo, tanto para o governo nacional como para o açoriano, o que tem demostrado a falta de interesse administração política para com as ilhas pequenas. Estamos em 2023, se todos os partidos políticos, organizações sociais, comerciais, industriais e governamentais, bem como a vontade dos habitantes trabalha-dores para o desenvolvimento de todas as ilhas, vamos ter de olhar seriamente para o mar e, tudo o que ele nos pode oferecer. 
Hoje navios científicos de países como a China, América do Norte, Rússia e da UE etc. navegam no mar que é ou “deve” ser controlado pela marinha portuguesa/açoriana, por estes ondarem a explorar com equipamentos atuais eletrónicos e digitais exclusivos que podem captar as algas mais usadas na indústria farmacêutica/ medica [bio -cultura marinha] bem como minerais que se encontram a milhares de metros, para não dizer quilómetros, de profundi-dade, que já hoje são usados em muitas indústrias como vários metais, [cobre, ferro, alumino, ouro, prata etc.] que podem trazer á presente e futuras gerações açorianas, e mesmo portuguesa continental, trazendo progresso cientifico, técnico e profissional que é necessário em todas as ilhas. Nas ilhas só se fala em turismo, mas esta indústria é muito variável porque o clima está também inconsistente o que afeta todas as indústrias. Todavia os restaurantes não podem existir sem os empregados de mesa, bem como um hospital sem enfermeiros ou médicos não podem funcionar. Todos nós somos necessários no mundo, todos temos de nos ajudar uns aos outros independentemente da posição social, cultural, linguística, religiosa ou racial se se é geneticamente mulher ou homem. Mas é no mar que se encontram as matérias-primas mais importantes para o futuro de toda a humanidade.  

 

Nota: De acordo com a WIKIPÉDIA os Açores tinham em 2011, 236.440 habitantes, e em 2023 terá aproximadamente 242.754.