A pandemia, a máscara e a teimosia

 

 

O mundo encontra-se na maior pandemia de sempre, o que tem causado milhares, para não dizer milhões, de mortes. 
Tratar um vírus que tem vindo a mutar-se, é extremamente difícil e exaustivo. Provavelmente mais mutações, com diferentes variantes aparecerão o que nunca nos deixarão descansados. Todavia, temos que confiar nos cientistas do mundo. Só com a normalidade do comércio livre, das fronteiras abertas, do turismo, da partilha e da imunidade global, voltaremos há liberdade que tínhamos, mas o modo  vai ser muito diferente.
Não podemos esquecer que o número de desempregados no mundo é astronómico, as pequenas e médias empresas na sua maioria desempregaram mais de 60% dos seus trabalhadores, só as grandes indústrias vêm sobrevivendo, embora algumas com dificuldades. 
Sem trabalho, o salário ou os ordenados não chegam para sustentar a família. Estaremos mais bem-sucedidos quanto mais verdade, mais averiguação, menos política e menos propaganda houver no plano de vacinação. Porém, a vacinação é complexa porque cada Estado tem legislações diferentes, sendo também uns mais industrializados do que outros, sendo o comércio muito diferenciado ente eles. 
Quanto à América do Norte -por mais imunizados que estejam os países ricos, o vírus continuará a circular pelo mundo. 
Está nas mãos dos nossos governos dar um resto de humanidade e esperança ao povo. O pior como se tem visto em vários estados, refletem a saturação pandémica que está a danificar as relações sociais e políticas, incitada também por movimentos populistas e extremistas semeando desordem crescente aos insucessos dos governos na longa, dura e desgastante gestão da covid-19. É crítico que os responsáveis políticos compreendam o essencial: cada caso de abuso é veneno para a democracia; cada jogada de propaganda é um rombo nas instituições; cada dia que se perde sem vacinas é um dia a mais na agonia dos empresários e das famílias. 
Na verdade, não podemos ser teimosos, o vírus gosta e respeita todos nós, mas não gosta da vacina, da distância entre pessoas do lavar das mãos ou da máscara, por serem obstáculos à sua propagação. As provas científicas relativas ao uso de máscaras respiratórias desenvolvidas na comunidade, não discordam com o uso obrigatório de outros tipos de máscaras faciais. Contudo, os/as cidadãos suscetíveis a doenças severas, que podem ser atacadas pela covid-19, como no caso dos idosos ou pessoas com outros problemas de saúde em risco, devem utilizar no mínimo “máscaras faciais médicas como meio de proteção pessoal no espaço que habita ou frequenta”. 
A máscara é a melhor ou até a única proteção que temos para impedir a entrada do vírus no nosso organismo, porque a máscara cobre não só a boca, bem como o nariz, que quando devidamente colocada bloqueia a entrada ao vírus [ainda não existem medicamentos específicos para exterminar o Covid-19].  
A máscara impede a entrada do vírus, mas também inibe a saída do mesmo, protegendo assim a entrada e saída do vírus, protegendo também a pessoa que estiver na sua frente, mas na distância recomendada para não ser contagiado/a. Temos que nos proteger para o bem de nós próprios, bem como a família, amigos e pessoas com quem falamos ou conversamos na rua, na igreja ou no emprego.