Celebrações de Fátima nos Estados Unidos

 

Celebrações do 13 de Outubro de 1917 e as últimas aparições de Nossa Senhora 
 

“Dizem ter visto uma Senhora mais brilhante que o sol sobre uma azinheira de um metro ou pouco mais de altura, quando apascentavam um rebanho na Cova da Iria, próximo da aldeia de Aljustrel”

A 13 de outubro de 2020 celebraram-se 103 anos da última aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos. Lúcia dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos) e Jacinta Marto (7 anos) afirmam terem visto uma Senhora mais brilhante que  Sol sobre uma azinheira de um metro ou pouco mais de altura quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, próximo da aldeia de Aljustrel. 
A 13 de outubro de 1917 a aparição apresentou-se-lhes como sendo a Senhora do Rosário. 
Lúcia pergunta: “Que é que vossemecê me quer?”
Nossa Senhora respondeu: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra. Que sou a Senhora do Rosário. Que continuem a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para casa”.
Lúcia inquiriu: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores”. Nossa Senhora: “Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”. 
São estas passagens que se refletem nas igrejas levantadas em honra a Nossa Senhora de Fátima, autênticos baluartes da nossa presença étnica nos EUA. 
Entre a componente religiosa e a componente associativa reflete-se a nossa presença nos EUA.
Dos 134 anos da histórica igreja de Nossa Senhora do Rosário em Providence aos 70 da deslumbrante igreja de Nossa Senhora de Fátima em Cumberland, vão anos de devoção e adoração à Virgem Maria. Foi na igreja de Nossa Senhora de Fátima, Cumberland, que pela primeira vez se deu honras de padroeira à Virgem Maria. Foi da igreja de Nossa Senhora do Rosário que se desenvolveu o embrião de onde geminou toda esta presença física que deslumbra quem a contempla.

Três quadros simbólicos dos mistérios do Rosário
Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento desenrolam-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios simples do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos (apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro).
Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família. A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo. Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário.
Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino ao colo.

O milagre do Sol
Enquanto estas cenas se desenrolavam aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil espetadores assistia ao milagre do Sol. Chovera durante toda a aparição. Ao encerrar-se a conversa de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem Se elevava e que Lúcia gritava “Olhem para o Sol”, as núvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.
Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. Isto durou apenas um instante.
 A imensa bola começou a bailar. Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente. Parou por certo tempo, para começar em seguida a girar sobre si mesmo vertiginosamente. 
Depois seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo.
Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.
Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada. Durou tudo uns dez minutos.
Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado ficando novamente tranquilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias. 
O ciclo das aparições havia terminado.